Junkers Come Here (ユンカース・カム・ヒア)

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  Hiromi Nozawa é uma garota solitária que vê os pais se distanciando cada vez mais e não tem ninguém (humano) para lhe dar suporte. Por sorte ela tem ao seu lado o cachorro falante Junkers, que além de melhor amigo e confidente, diz ser capaz de realizar três desejos dela…

Gênero: Drama/Cotidiano
Longa-metragem
Duração: 99 minutos
Estúdio: Triangle Staff
Ano: 1994
Direção: Junichi Sato

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  Este é daqueles animes cuja aparência infantil pode afastar o público mais adulto, mas  há um drama forte e tratado de forma bem madura, com os elementos de fantasia complementando bem o pacote. O diretor é Junichi Sato, mestre de animes “cotidianos” e criador da franquia Aria (assim como das primeiras adaptações de Sailor Moon), alguém que dificilmente decepciona e está aqui em seu habitat preferido: drama cotidiano. difici. A criação e trilha sonora são creditadas a Naoto Kine, músico e escritor que parece ter uma carreira curiosa mas não há muita informação disponível sobre ele em inglês ou português. Apesar da duração e orçamento aparentemente muito bom, Junkers foi lançado direto para vídeo no Japão, sendo considerado OVA por lá.

  O ritmo do filme é lento, como costuma ser nestas obras do cotidiano. A narrativa vai sutilmente nos mostrando a verdade por traz daquela menina alegre, com momentos de partir o coração, principalmente nas tentativas de Hiromi se comunicar com seus pais. Ela também encara as frustrações do primeiro amor (seu tutor) e a impotência frente a tudo por ser criança.

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  Como um filme para todas as idades não poderiam faltar momentos cômicos, muitos deles proporcionados pelo cachorro falante que é fã de seriados de samurai e a empregada doméstica apaixonada pelo tutor de Hiromi (assim como a menina). Apesar do drama, é difícil não sorrir com as coisas triviais que Junkers faz, como ir ao banheiro ou simplesmente ficar esperando Hiromi voltar da escola.

  É interessante como os aspectos fantásticos são tratados. O filme no geral deixa para o espectador a tarefa de decidir se tudo relacionado a Junkers não passa de fantasia de uma garotinha solitária ou não, dúvida que acredito ser positiva.

  A arte é um espetáculo a parte. O character design é simples mas agradável e dá liberdade para a animação impecável, numa qualidade quase de Ghibli. A atuação dos personagens chama atenção nos detalhes, nas expressões e pequenos movimentos. Os planos de fundo parecem ser feitos de giz, lembrando arte de livro infantil mas com um design realista . Uma amostra da beleza da animação no Sakugabooru:

Considerando que o criador compôs a trilha sonora, não lembro assim de nada muito forte, mas algo que mesclava bem com a animação. Há também um bom uso de silêncio na trilha, algo que chamou minha atenção  e funcionou.

  Junkers foi realmente uma experiência fantástica e  sempre me agrada ver obras para a família que realmente pode ser visto por todos. O maior “defeito” é talvez ser triste demais para crianças, mas posso estar subestimando os pequenos. Há também um OVA lançado antes do longa, Memories of You, mas o estilo é radicalmente diferente (inclusive o visual) e mais voltado pra comédia, mas não é necessário pra curtir o filme.

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