Kikou Soseiki Mospeada (機甲創世記モスピーダ)

  Em 2050,a raça alienígena Inbit invade a Terra e a conquista. Marte passa a ser a nova morada da maioria dos humanos sobreviventes, que mesmo começando uma nova vida, pretendem reconquistar seu planeta natal. Após uma primeira tentativa sem sucesso 3 anos antes, a segunda Força de Libertação da Terra é enviada em 2083, sendo dizimada logo em sua chegada. O único sobrevivente, Stieg Bernard, decide completar sua missão e destruir o quartel-general dos Inbit, conhecido como Reflex Point. Em sua jornada ele se une a outros terráqueos que desejam se libertar dos invasores, e juntos vão descobrir a real intenção dos Inbit.

  Mospeada (moto transformável em armadura que dá nome a série) não traz inovação ao gênero mecha ou sci fi, mas proporciona algumas horas de bom entretenimento. Com personagens simpáticos e boa química entre o grupo principal de aventureiros, a série tende focar mais nas relações entre os humanos e deles com o mundo dominado pelos Inbit, embora nada muito profundo. Vale ressaltar a participação de alguns notáveis na equipe de produção do anime, como Yoshitaka Amano no character design, Shinji Aramaki no design mecânico e do compositor musical Joe Hisashi.

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  A animação é razoável, com cenas de batalha dinâmicas que disfarçam bem a utilização de cenas recicladas, muito comuns no gênero e se mantendo divertidas até o fim da série. Além das Mospeadas e dos mechas dos Inbit, existem os jatos transformáveis em mecha Legioss (a la Macross), que curiosamente não aparecem muito no seriado, estranho considerando o intuito de vender brinquedos de todo anime do gênero.

  A trilha sonora é talvez um dos pontos mais bacanas. Além da abertura empolgante e do encerramento melancólico, existem várias canções interpretadas durante a série pelo alter ego do personagem Yellow Belmont, a cantora cantora pop Yellow (fato pouco explorado no anime, ainda mais considerando que ele é um militar). Cantadas na vida real por Mine Matsuki, as músicas são bem produzidas e um tanto grudentas, denunciando bastante a década de sua criação, com sintetizadores a todo vapor. A canção de encerramento Blue Rain se destaca entre as composições pela pegada jazz, sendo de longe minha favorita. A trilha instrumental também agrada, no tom certo para criar o clima de aventura.

  Embora o anime como um todo seja previsível e o final meio apressado deixe a desejar, Mospeada é um bom passatempo e recomendado para os amantes de mechas e desenhos dos anos 80. Ele é mais conhecido no ocidente por sua utilização na 3ª fase de Robotech, a famosa (e infame) adaptação americana de 3 animes distintos (Macross, Southern Cross e Mospeada) a la Power Rangers.

  Além da série há um OVA, chamado “Kikou Soseiki Mospeada: Love, Live, Alive“, que consiste numa coletânea de clipes musicais utilizando cenas da série e algumas extras para mostrar o que ocorreu com os personagens após seu fim, se passando num show de Yellow.

Gênero: Shounen/Mecha/Sci Fi
Formato: Série + OVA
Episódios: 25 (TV) + 1 (OVA)
Estúdio: Tatsunoko/ARTMIC tudios
Ano: 1983-1984 / 1985 (OVA)
Direção: Katsuhisa Yamada

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Um comentário sobre “Kikou Soseiki Mospeada (機甲創世記モスピーダ)

  1. Olá!!

    Resenha agradável de se ler. Um anime que eu desconhecia totalmente…. Eu até curto animes de mecha… mas até hoje ainda não assisti Gundam, *deprê

    Até mais

    Curtir

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