Gilgamesh (ギルガメッシュ )

Gênero: Sci FI/Drama/Seinen
Formato: Série
Episódios: 26
Estúdio: Group TAC/Japan Vistec
Ano: 2003-2004
Direção: Masahiko Murata

  No complexo de pesquisa chamado de Heaven’s Gate, um ato terrorista mudou o mundo para sempre. Chamado de Twin X, este evento transformou o céu numa espécie de espelho e um efeito eletromagnético que desativou todos os aparelhos eletrônicos. Alguns anos se passaram e agora os filhos do cientista culpado pelo incidente, Tatsuya e Kiyoko Madoka, entram no meio de uma disputa entre duas organizações misteriosas com jovens dotados de poderes psíquicos.

  Com seu cenário pós-apocalipse meio clichê e ritmo glacial da narrativa, Gilgamesh com certeza não é para todos, mas deve agradar a quem gosta de suspense e clima bem conduzido. Baseado num mangá de Shotaro Ishinomori, tem seu maior diferencial no uso de mitologia Mesopotâmica em seu enredo, seguindo com certa fidelidade o Épico de Gilgamesh, poema no qual é inspirado.

  Embora o anime demore alguns episódios para decolar, desde o começo são os mistérios que seguram a audiência. As respostas vem aos poucos, com a preocupação maior sendo as relações entre os personagens. A sensação gradual de descoberta é satisfatória, mas os diversos diálogos “cotidianos” deixam uma impressão de falta de avanço no enredo. Felizmente o clima do anime mantém as coisas interessantes.

  Curioso notar como apesar deste foco em relações, há um certo distanciamento entre personagens e espectador. Por mais interessantes e cuidadosamente criadas que sejam, falta aquele algo mais para cativa em certos momentos, e no final isso fica mais claro.

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  O visual talvez seja o maior entrave para o aproveitamento da série. Não os personagens, com seus traços diferentes do habitual, mas a animação em si. O anime possui muitas cenas estáticas, que não apresentam muitos problemas, mas quando há movimento, a qualidade cai nitidamente. Dificuldade de manter personagens no modelo, falta de quadros intermediários (deixando a animação sem fluidez) e criatividade para lidar com as limitações orçamentárias são abundantes, principalmente na primeira metade da série. Alguns episódios se destacam no quesito inventividade, em especial o de nº 16 com sua utilização interessante de cores, mas no geral Gilgamesh não vai ganhar ninguém com seu visual.

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  Felizmente a trilha sonora compensa estas falhas, sendo grande responsável pelo clima sombrio e desconfortável. De O uso de fones é quase essencial para se aproveitar da série. A música de encerramento melancólica segue o padrão da série, mas a abertura dançante destoa bastante, embora seja grudenta.

  Nos últimos episódios o anime entra num modo explicativo, quebrando aquela satisfação da descobertas, e levando a um final meio típico deste gênero sci fi/mitológico. Mas a bela e última cena do anime, encerra as coisas de forma interessante o bastante para deixar uma boa lembrança.

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