Kaiketsu Zubat (快傑ズバット)

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Gênero: Ação/Drama
Formato: Série
Episódios: 32
Estúdio: Toei
Ano: 1977

  Após ter seu melhor amigo, o cientista Asuka Goro, assassinado em sua frente por um misterioso vilão, o detetive particular Ken  Hayakawa inicia sua jornada pelo Japão em busca de vingança. Finalizando o traje espacial que estava em desenvolvimento por seu amigo, o Zubat Suit, que lhe confere super força e resistência, Hayakawa transforma-se no magnífico Zubat.

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  Uma mistura da série de Batman protagonizada por Adam West com o Cavaleiro das Trevas de Christopher Nolan. Após ler esta descrição sobre Zubat na página dos fansubbers da série (o grupo MillionFold Curiosity), tive que assistir este tokusatsu criado por Shotaro Ishinomori (que participa do episódio 10), o mesmo por trás dos primeiros Kamen Rider e do clássico mangá Cyborg 009. Diferente de outros tokusatsus criados por Ishinomori, neste não há o henshin, a famosa transformação em super herói. Hayakawa carrega a roupa de Zubat em seu violão, mas ele sempre aparece “do nada”, já vestido dentro de seu carro voador.

  Os episódios seguem uma fórmula, com alguém sendo agredido ou perseguido por uma organização criminosa até que Hayakawa e seu violão aparecem para salvar o dia. Em seguida surge o assassino contratado pela gangue, anunciado como o nº1 do Japão na habilidade que domina, apenas para ser desmentido por Hayakawa que numa competição mostra quem é realmente o melhor. No geral estas competições são a melhor parte dos episódios. De espadachins a bartenders, há os mais diversos inimigos, e as disputas se dão da forma mais bizarra possível. Isto é apenas o início do episódio.

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  Com canastrice e carisma bem dosados, o ator Hiroshi Miyauchi faz um belo trabalho como Hayakawa Ken. Com suas diversas expressões faciais que complementam as diversas frases de efeito, consegue brilhar até nos episódios mais fracos. Como coadjuvantes temos o policial Tojo, o único que sabe a identidade secreta de Zubat, além dos irmãos de Asuka Goro, que pretendem ajudar Hayakawa em sua busca mas raramente são úteis. Os diversos vilões fazem bem seu trabalho, embora sejam mais engraçados do que aterrorizantes.

  As roupas e maquiagens são geralmente bizarras e um tanto ridículas, talvez mais que o habitual para este tipo de produção, deixando bem claro o clima “B” da série. Certamente ajudam a criar alguns vilões bem esquisitos. Na trilha sonora tem destaque a abertura e encerramento, cantadas por Ichiro Mizuki (cantor de vários temas de anime e tokusatsu dos anos 70 até os dias atuais) com aquele entusiasmo e personalidade característicos da época, além do tema das aparições de Hayakawa no início dos episódios:

A comparação com os diferentes “Batmans” que citei acima não é por acaso. Embora durante esta resenha possa parecer que a série é pura galhofa, há momentos bem sombrios, como uma criança vendendo cocaína e um pai tentando matar o próprio filho. Só mesmo nos anos 70 para termos este tipo de coisa em seriados infantis. Outra coisa bem característica da época é o machismo. As mulheres são geralmente colocadas como frágeis e incompetentes, até mesmo quando vilãs.

Uma experiência única, possível graças a liberdade de experimentação das décadas passadas, Zubat guarda um charme bem peculiar, e com certeza vale a pena conferir mesmo para quem não se interessa muito por tokusatsus.

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