Gamera: Daikaijū Kuchu Kessen (ガメラ 大怪獣空中決戦) / Guardian of the Universe

gamera

 

  A tartaruga voadora Gamera foi criada em 1965 por Yonejiro Saito para a Daiei Motion Picture Company na época de boom dos filmes de daikaiju, iniciado pelo Gojira. Com 12 filmes, o último deles de 2006, é um dos mais populares monstros gigantes do Japão. Lançado em 1995, escrito por Kazunori Itou com direção de Shusuke Kaneko, Guardian of the Universe marcou o renascimento da série, com um tom mais sério e realista que os filmes infantis do passado, dando início a trilogia terminada em 1999. A produção ficou a cargo dos estúdios Hakuhodo, Daiei film e Nippon Television.

  O filme inicia quando um tipo de pássaro carnívoro gigante (Gyaos) é acordado numa ilha japonesa logo após os militares encontrarem uma massa gigante (Gamera) se movendo pelas águas do Pacífico. O longa acompanha a cientista Mayumi Nagamine, os militares Yoshinari Yonemori, seu superior Naoya Kusanagi e sua filha Asagi Kusanagi, vão desvendar o que são realmente os monstros que aterrorizam o Japão.

Gamera

  Como todo filme do gênero, o destaque são os efeitos especiais. Os cenários em miniatura são bem feitos e cheios de detalhes, servindo como ótimo palco para a destruição. Graças ao orçamento decente os trajes dos monstros são bem feitos e com personalidade, assim como os bonecos utilizados em algumas cenas para os Gyaos. As lutas variam na qualidade, com algumas coreografias esquisitas que não convencem, mas com diversas cenas emocionantes e bem boladas para compensar. O chroma key, utilizado principalmente nas cenas de voo, não envelheceu bem (lembra os filmes do Superman dos anos 80), mas o esparso uso de CG em golpes dos monstros e sempre que Gamera se transforma num “disco voador” continuam decentes. Alguns dos momentos mais divertidos são os ataques de Gyaos aos humanos, pela inventividade das cenas e a boa escolha de ângulos.

  A história move com agilidade mesmo mantendo os clichês do gênero, como políticos/empresários mesquinhos tentando se aproveitar da situação e planos inúteis dos militares para destruir os monstros. Apenas na última meia hora, devido as explicações da origem de Gamera, o ritmo tem uma queda. Interessante os jornais no filme mostrarem os impactos sociais e financeiros da destruição, tentando dar um ar mais sério a produção.

  Considerado um clássico do gênero kaiju, esta produção de 95 envelheceumuito bem, sendo mais assistível hoje do que filmes como Coração de Dragão de 1996 ou o Godzilla americano de 1998, com seus monstros em CG datada.

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Extra: Making of do filme, com direito as cenas de treinamento das coreografias de luta (áudio em japonês sem legendas).

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