Kemono no Souja Erin (獣の奏者エリン)

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  Série de 50 episódios dirigida por Takayuki Hamana e produzida pelo estúdio Production I.G., exibida em 2009 pelo canal NHK. Baseada numa série de livros de Uehashi Nahoko, o anime é basicamente uma história sobre amadurecimento, com uns toques de conspiração política e questionamento de tradições e uma boa dose de tragédia, mas que se torna especial simplesmente pelo fato de ser bem contado e ambientado.

   A protagonista Erin é uma criança de 10 anos que mora na vila de Ake, conhecida por ter criadores de Toudas (espécie de lagarto gigante utilizado em guerras). Sua mãe é uma das principais criadoras, e Erin, que é apaixonada por animais, sonha em seguir os passos dela. Durante a série ela vai aprender que o mundo não funciona como imaginava, e vai precisar entrar em choque com antigas tradições para viver conforme suas próprias crenças.

  A série é divida em três fases, iniciando na infância e terminando no início da vida adulta. Apesar de abranger uma grande fatia de tempo, seu crescimento flui sem saltos temporais indevidos. Durante esse tempo, somos paralelamente introduzidos ao mundo da série, suas lendas, tradições e questões políticas, até a integração cuidadosa de Erin como peça fundamental nisso tudo.
Apesar de ser bem desenvolvida, a série poderia ser mais curta, pois há certos momentos mornos demais e excesso de flashbacks, por isso não é recomendável para maratonas.

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   A arte do anime é simples, com destaque para os belos backgrounds pintados e as cenas violentas e de construção de mundo, ambas mostradas com desenhos abstratos e que remetem a folclore. A música é competente, e possui algumas canções inseridas dentro dos episódios, como marcação para cenas importantes, que funcionam bem apesar da repetição.

  Infelizmente há duas “manchas” impossíveis de se ignorar: Mok e Nok, os ajudantes de Erin. Não funcionam em nenhum momento para trazer o alívio cômico pretendido, servindo apenas para irritar. Como a série é dirigida para a família, fica a impressão que eles foram incluídos por pura demanda dos produtores, a contragosto do diretor e roteirista.

   Eles não são o bastante para ofuscar as virtudes do anime, que considero um exemplo de contação de história, algo que anda meio esquecido atualmente, e não digo só em relação a desenhos animados.

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